segunda-feira, 4 de julho de 2011

É só sexo, cigarro e uísque. É só sua ausência.

Respirar fundo. Take a deep breath.
Segundos antes de acender meu cigarro, foi o que eu pensei.. Respirar! Senti minhas pálpebras pesarem e, quando notei, meus olhos estavam fechados, minha mente aberta e o ar invadia meus pulmões. Já com o cigarro entre os lábios, forcei meu polegar no isqueiro, aproximando a chama (A qual eu não podia ver, mas sentia o calor invadir o ambiente) da ponta do cigarro. Traguei com força, como se quisesse afastar o ar dos pulmões, invadindo-os com a fumaça repleta de nicotina. Ainda de olhos fechados, senti o suor escorrer minhas costas. O calor, outra vez, me invadindo sem pedir licença. Estiquei meu braço, com o resto de força que ainda tinha, e alcancei meu copo de uísque com gelo, golando-o demoradamente, como se quisesse que a garganta cedesse, cortasse. Quando coloquei o copo sobre a mesa, ela se mexeu atrás de mim. Aquele corpo corpo cheio de sensualidade, volúpia.. Cheio de desejo. (Me lembrou teu corpo, pequeno, entregue.. Cheio de mim.) Paralisei. Acho que esperei minutos pra respirar. Não queria que ela acordasse, não queria papear, ouvir, saber, falar.. Eu só queria estar. No silêncio, pude ouvir minha própria voz, sussurrando em teu ouvido. "You are my dream. There's not a thing I wont do. I'll give my life up for you, 'cause you are my dream" Respirei fundo, outra vez. O ar me incomodou, o cheiro de sexo do ambiente, me repudiou. Traguei o cigarro outra vez, sentindo meus pulmões relaxarem, aliviados. O ventilador de teto era lento, inútil. A janela, com rachaduras, deixava o sol entrar, aumentando ainda mais o calor. O ambiente, dentro de mim, era insuportável. Era vazio, era sujo.. Era ausente de você. Mas não tem nada. É só sexo, cigarro e uísque. É só sua ausência.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Love.

Do we need reasons to love? And if we do, is it real love? And if we don't, how come we don't love everyone? What is love about, anyway? We say 'I love you' like if it was the biggest thing in the world, but I don't know how can we know what is love. There is no discription, there is no way to know what the hell is love. The biggest feeling we can have? That should be peace, shouldn't? So, love is equal peace? I cought myself confused.. After all, why de we give such an importance to a subject no one is sure about? Why do some people kill over it? Why do some people hurt each other over it? Why do we keep saying 'I love you' just to make people happyer? Shouldn't love be close to peace? That's not what I see! And I don't think I can say 'I love you' anymore. And maybe that's sad. Or maybe it's reasonable.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

It always means something.

Sabe, eu sempre procurei escrever coisas profundas e poéticas. A verdade é que sempre quis que as pessoas se sentissem tocadas e impressionadas com o que digo. Mas hoje, sei que o significado de cada palavra é o que realmente conta, e não como elas são organizadas. Sempre quer dizer algo! Apesar de muitas vezes dizermos que algo veio aleatóriamente, que não quer dizer nada.. Sempre quer dizer algo. A verdade é que, às vezes, preferimos escrever, saber que leram e ocultar o fato de ser algo importante o suficiente pra termos perdido tempo desabafando sobre o assunto. E hoje, hoje eu descobri que sempre quer dizer algo. Quando a gente escreve num passado, de um amor acabado, quer dizer que pensamos num amor antigo, nem que seja um minuto dos nossos últimos dias. Quando escrevemos sobre o futuro, quer dizer que nos preocupamos e fazemos planos. Quando escrevemos sobre infância, educação, saúde, paz.. Sempre há alguma coisa que nos leva a pensar e a escrever sobre o assunto. Por tantas vezes eu menti, fingi que de nada se tratava.. Por quantas vezes eu enganei a mim mesma, a fim de não encarar que algo que me passou pela cabeça e que já chegou a me machucar.. Mas a verdade é: sempre quer dizer algo!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Just a conversation. No sense at all.

'Let's be honest for just one second. Let's think about what this is really about.. Because I can't pretend anymore. So, let me ask you just one question.. THE question: Do you love me?'

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

...

Às vezes, paro pra pensar e não encontro motivos pra essa situação toda, pra toda essa minha falta de conhecimento interno. Mas sei que procuro fazer sempre meu melhor.. Não somente pra mim, mas pra todos aqueles que amo. Sei que nem sempre serei compreendida, sei que raramente serei recompensada e que dificilmente farei tudo certo. É complicado! É complexo demais!
Sei que minhas palavras já não são mais consolo, sei que meus beijos já não são mais tão doces e que meus sentimentos nem tão transparentes. Sei também que não posso e nem quero dizer adeus, perder tudo o que vivi até agora! Mas sei que, às vezes, o que dói agora, faz o bem futuro.
Já ouviu falar na expressão "Pro bem maior"? São sempre decisões difíceis, doloridas e humildes. São decisões que poupam um todo, e não apenas um.
O que quero dizer é que não, não estou certa de tudo que venho fazendo. Não tenho bola de cristal e nem sei todas as conseqüências dos meus atos. Mas que, independente de tudo, por amor, minhas atitudes serão sempre as mais puras possíveis.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como chegamos a esse ponto? Ao ponto de não sabermos mais confiar ou respeitar uns aos outros? Como podemos continuar vivendo, se nos afogamos num mar de sentimentos e pensamentos ruins, de desconfiança, insegurança? Quando um objeto se tornou mais valioso do que a ajuda ao próximo? Quando perdemos nosso caminho a esse ponto?
São perguntas demais.. Mas a realmente importante é: Quando vamos recuperar nosso caminho?

"Does this darkness have a name? This cruelty this hatred. How did it find us, did it steal into our lives or did we seek it out and embrace it? What happened to us that we now send our children into the world like we send young men to war, hoping for their safe return but knowing some will be lost along the way. When did we lose our way? Consumed by the shadows swallowed whole by the darkness. Does this darkness have a name...is it your name?"

(Essa escuridão tem um nome? Essa crueldade, esse ódio.. Como ele nos encontrou? Invadiu nossas vidas, ou nós as abraçamos? O que aconteceu conosco, que agora mandamos nossos filhos para o mundo, como manda-se jovens à guerra.. Esperando que retornem a salvo, mas sabendo que alguns serão perdidos pelo caminho. Quando perdemos nosso caminho? Consumidos por sombras, engolidos pela escuridão. Essa escuridão tem um nome? Acaso é o seu nome?)

sábado, 30 de outubro de 2010

What if?

What the hell is the matter with the world? Why do we keep making the sames mistakes, the same wrong choices? Why do we put ourselves and the people we love in bad situations? Why do we risk our lives? But hell, why not? Sometimes I'm scared to risk too much, and sometimes I'm scared I'm not living my life completely. I know it's my own choice.. But what if I just make another wrong choice? Another mistake? What than?