
Saiu da cadeia sem um puto. Sol na cara, monstruoso. Ele é da alma trip dos malucos.. Belo, mas nunca vaidoso. Um dia comparado a mil anos, saiu lendo o evangélio. Vida e morte valem o mesmo tanto, evolução do novo para o velho. Puxava seus cabelos desdenhados, vendo a vida assim, fora da cela, não quis ficar ali parado, aguardando a sentinela. A vida parecia reticente, sabia do futuro e do trabalho. Lembrou de sua mãe já falecida, verdade era seu principio falho. Pensando com rugas no rosto, olhava a massa de cimento. A sensação da massa fresca, transmitia às mãos o seu tormento. Trabalhava, ganhava quase nada. Fazendo frio ou calor. Dificil era quem aceitasse um cara que já matou!
Se olhou como um assassino no espelhinho da construção.. O que viu foi sua cara de menino, quando criança, com seu irmão. Aonde anda seu irmão? Em algum buraco pelo chão. Ou frequenta alguma igreja, chamando a outros de irmãos?!
Sábios não ensinam mais. Refletiu sua sombra magra. Com o pouco que raciocina.. Ele orava, ele orava, mas o Cristo de madeira, não lhe dizia nada. Mas o Cristo de madeira, não lhe dizia nada. Mas o Cristo, brincadeira, não lhe dizia nada!
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