terça-feira, 31 de agosto de 2010

Entre mim e eu.

Às vezes tenho vontade de dizer, sem saber o que. As palavras nunca parecem certas, o momento nunca parece propicio e minha mente nunca raciocina corretamente quando sente uma presença. A verdade é que existem milhões de coisas que eu gostaria de dizer, mas jogando com a plena sinceridade, eu não tenho a menor idéia do que essas milhões de coisas querem dizer. Me parece tudo tão sem sentido, sem henredo.. Como se eu estivesse fazendo parte de uma história que não é minha, e eu simplesmente não conseguisse intervir na cena. Não estou falando de um você, não estou sendo direta e nem brincando de indiretas, quando digo "você", tenho a intenção de atingir a todos ao meu redor, pois pode parecer bobagem, mas até as pessoas mais intimas de mim, muitas vezes esperam palavras minhas, em vão.
Eu queria ser poeta, encontrar palavras lindas e não ter dificuldades de expressá-las. Queria ser filósofa, daquelas que não tem medo de expressar seus pensamentos mais insanos. Queria ser escritora, saber formular histórias que, juntas em partes, formam a minha história.
No fundo, só queria uma maneira de mostrar ao mundo quem realmente sou, sem que as palavras travassem e o coração ficasse na mão. Só queria que todos vissem a transparência de meu ser, por trás de toda essa escuridão do mistério em minha áurea.
Quanto menos tempo eu tenho, mais coisas quero realizar.

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